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Tesla, Selic, Pré-Sal & Crowdfunding

Primeira cena: 2003

Há praticamente 17 anos, tinha início o primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva na presidência do Brasil. Naquele momento, as dúvidas sobre a política econômica que seria adotada pelo novo governo, o medo da volta da inflação e diversas outras questões macroeconômicas justificavam a manutenção da taxa de juros acima de 26% ao ano. 

As reservas do pré-sal ainda estavam longe de começar a ser exploradas e o preço do barril de petróleo estava abaixo de US$ 30, muito abaixo dos US$ 60 atuais ou dos U$ 100 de 2013/2014. Detalhe: em 2003, os Estados Unidos invadiram o Iraque. Muitos dizem que essa invasão evitou uma alta global no preço do petróleo. Isso estimulou as montadoras a produzir carros maiores que, obviamente, consumiam mais, indo na contramão do movimento de tentativa de redução na emissão de CO2. 

Em 2003, a Tesla ainda não era a badalada empresa bilionária do igualmente badalado Elon Musk. Era apenas uma startup de armazenamento de energia e produção de carros elétricos. Seu nome é uma homenagem a Nikola Tesla, engenheiro responsável, no fim do século XIX, pela primeira transmissão de energia sem fio. Apenas dez anos após a sua fundação, a empresa registrou lucro pela primeira vez. 

Segunda cena: fim de 2019

Nas últimas décadas, as reservas do pré-sal foram descobertas, comemoradas, se mostraram inviáveis, se tornaram viáveis… Muitos acontecimentos em torno dos bilhões de litros de petróleo do pré-sal movimentaram o noticiário nesse período. O mais recente foi o leilão que aconteceu no último mês que surpreendeu – ou melhor, decepcionou – a todos. Apenas dois dos quatro blocos foram arrematados pela Petrobras – um deles, em consórcio com uma empresa chinesa. É preciso registrar que foi o maior valor já levantado no mundo em um leilão de petróleo mas, mesmo assim, na minha opinião, o resultado sinaliza uma tendência de perda de interesse no petróleo (e consequente desvalorização) a longo prazo. 

Tesla, agora, bem mais que uma startup

Se até sete anos atrás a Tesla não dava lucro, o que dizer do seu valor de mercado hoje? Em outubro, a empresa ultrapassou a tradicionalíssima GM e se tornou a montadora de automóveis mais valiosa dos Estados Unidos – US$ 53 bilhões, dois bi a mais que a rival. A tendência é essa diferença se acentuar se a empresa conseguir continuar reduzindo os custos de produção dos seus veículos elétricos. 

Selic despenca a níveis históricos

Se, em 2003 a taxa de juros estava em 26% ao ano, hoje ela se encontra no patamar de 5%, um dos menores da história. Mais importante do que entender o que causou – ou permitiu – essa queda, é interessante analisar as suas consequências: investimentos em renda fixa perderam sua atratividade. Investidores precisam buscar novas formas de remunerar seu capital com renda variável. Ao mesmo tempo, olhando pelo lado das empresas, fazer um IPO não é um movimento fácil – nem barato. 

Nossa opção pelo Equity Crowdfunding

Em 2019, vendo todos esses movimentos – tendência de redução da taxa básica de juros, mudança do perfil de vários setores tradicionais, fortalecimento do ecossistema de startups e de modelos colaborativos de trabalho, empreendedorismo e investimento – resolvi mergulhar no universo do Equity Crowdfunding. Mais do que uma atividade à qual passei a me dedicar, fomentar essa modalidade de investimento coletivo em startups se tornou um propósito. Acredito que ao difundir esse modelo recém regulamentado no Brasil, estamos abrindo novas oportunidades para os investidores e estimulando a economia real, as empresas, a retomada do crescimento. E, quem sabe, viabilizando a criação e o crescimento de novas Teslas, empresas capazes de influenciar comportamentos de consumo para tornar o mundo um lugar melhor. Por que não? 

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